Custo da cesta básica cai em 17 capitais, aponta Dieese

Simao Alves
7 Dezembro, 2017

No acumulado de novembro de 2016 a novembro de 2017, cesta básica individual teve queda de 14,43% no preço na Capital, segundo pesquisa divulgada hoje pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Já com relação ao mês de novembro, depois de três altas consecutivas, cesta básica fechou o mês com queda de -1,22% na Capital, que fechou o mês com custo de R$ 364,33, o que representa R$ 4,50 a menos do que o registrado no mês de outubro, quando custo foi de R$ 368,83. Houve deflação no valor do tomate, manteiga, açúcar, pão, batata, carne, café e leite.

Com ligeira alta, a manteiga alcançou uma variação de 2,37%, sendo o produto que apresentou maior diferença no mês, seguido da farinha (1,61%), do leite (1,52%), da carne (1,27%) e do pão (0,51 %).

O feijão (4,5 kg) registrou baixa. O custo dos itens essenciais na mesa dos paulistanos acumula queda de 3,57% no ano e de 6,03%, em 12 meses.

Com base na cesta mais cara, que, em novembro, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. O valor é quase quatro vezes maior do que o atual, que é de R$ 937.

Em novembro de 2017, o tempo de trabalho necessário para adquirir os produtos da cesta básica em Manaus foi de 81 horas 10 minutos, ligeiramente inferior a jornada calculada para outubro de 2017, de 81 horas 59 minutos.

Campo Grande registrou a maior queda no preço dos produtos que compõe a cesta básica no período de um ano, entre as capitais do país.

O custo da cesta básica leva em conta 13 produtos, em quantidades estabelecidas pelo Decreto-Lei 399, de 30.04.38, que regulamenta a Lei do Salário Mínimo.

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