Produção industrial tem maior alta em outubro desde 2013

Eugenio Alvim
6 Dezembro, 2017

Este foi o segundo resultado positivo seguido, acumulando ganho de 0,6% em dois meses.

- Esse resultado (de 5,3%) foi bastante influenciado pelo efeito base, já que em outubro do ano passado, em relação ao mesmo mês de 2015, a produção recuou 7,2%, e pelo efeito calendário, já que outubro desse ano tem um dia útil a mais do que ano passado - disse André Macedo, coordenador de Indústria do IBGE.

Na comparação de outubro com igual período do ano passado, a produção industrial teve alta de 5,3%, na sexta alta consecutiva do indicador. Assim, o acumulado do ano teve alta de 1,9%. Já o acumulado nos últimos 12 meses registrou avanço de 1,5%.

Já entre os ramos pesquisados, 15 dos 24 registraram ganhos, sendo as maiores influências positivas os aumentos de 20,3 por cento de produtos farmoquímicos e farmacêuticos e de 4,8 por cento de bebidas.

Outras contribuições positivas foram de confecção de artigos do vestuário e acessórios (4,3%), metalurgia (1,6%), máquinas e equipamentos (1,3%) e artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (3,8%).

Entre os nove ramos que tiveram resultados negativos, produtos alimentícios, com queda de 5,7%, teve o maior impacto sobre o resultado geral da indústria.

Os demais impactos negativos importantes ocorreram nos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,6%) e de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-3,2%).

Apesar da irregularidade na produção industrial desde 2016, a economia japonesa cresceu a um ritmo anual de 1,4% no trimestre julho-setembro, marcando sua maior tendência de crescimento em 16 anos, ajudada por uma demanda global mais forte, a economia japonesa. Entre as grandes categorias econômicas, bens intermediários, com -0,4% e bens de consumo semi e não-duráveis, com -0,3% representaram os recuos, enquanto bens de consumo duráveis, com 1,3% e bens de capital, com 0,7% assinalaram os avanços do mês.

A maior contribuição no período foi o setor de veículos automotores, reboques e carrocerias, que subiu 27,4%. Segundo o estudo, as taxas foram impulsionadas pela maior fabricação de automóveis, com 19,6%, e eletrodomésticos, com 10,6%.

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