PGR denuncia Geddel, irmão e mãe por lavagem e associação criminosa

Simao Alves
6 Dezembro, 2017

"A acusada e seu filho Lúcio Quadros Vieira Lima, portanto, dão perenidade a uma realidade criminosa e lesiva à moralidade e aos cofres públicos que precisa ser freada pela imposição de unia medida cautelar", argumenta Dodge.

O irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), e a mãe dele, Marluce Vieira Lima, pediram para serem ouvidos pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), antes que ele analise os pedidos contra eles feitos pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

A denúncia foi enviada ao gabinete do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, a quem caberá decidir se torna réu o ex-ministro Geddel.

"[Os investigados] estiveram unidos em unidade de desígnios para a prática de crimes de lavagem de dinheiro de recursos financeiros em espécie oriundos de atividades ilícitas praticadas contra a Caixa Econômica Federal (corrupção de Geddel)", aponta o delegado da Polícia Federal Marlon Oliveira Cajado dos Santos no documento de 36 páginas.

Houve, no entanto, um pedido de perdão judicial para Job Ribeiro, por ter colaborado com os investigadores durante a apuração do caso.

Geddel está preso desde o início de setembro no presídio da Papuda (DF).

BunkerA Operação Tesouro Perdido partiu de uma denúncia anônima por telefone no dia 14 de julho de 2017. Ele disse que devolvia 80% de seu salário aos irmãos, além de contar e guardar dinheiro vivo em grandes quantidades para o ex-ministro e o deputado federal.

A PF também encontrou pistas que ligaram o dinheiro a Lucio.

DefesasA reportagem tentou contato com a defesa de Geddel e com a assessoria do deputado Lúcio Vieira Lima, mas ainda não obteve retorno.

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