Lula lidera corrida para 2018; Bolsonaro em 2º lugar

Simao Alves
3 Dezembro, 2017

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua na liderança (34%) para a sucessão presidencial de 2018, segundo pesquisa do instituto Datafolha, divulgada neste sábado.

Atrás de Lula, Bolsonaro e Marina, aparecem o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), com 9%, tecnicamente empatado com Marina.

O Datafolha entrevistou 2.765 pessoas entre os dias 29 e 30 de novembro, em 192 cidades. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos. Por conseguinte, vem o ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa (sem partido, mas cortejado pelo PSB) com 5%.

Em um dos vários cenários testados, Lula aparece com 36% das intenções, contra 18% de Bolsonaro.

Quando a intenção de voto é questionada sem apresentação de nomes, Lula surge com 17% das citações e Bolsonaro, com 11%. Todos os outros possíveis candidatos aparecem com 1% ou menos.

Em um cenário com Michel Temer, Joaquim Barbosa, Ciro Gomes e Henrique Meirelles, ministro da Fazenda que já declarou querer ser presidente, Lula, o líder, teria 34% dos votos, segundo a pesquisa. O "ninguém" tem 19% e não sabem afirmar em que candidato votariam, 46%. Na simulação em que o nome de Alckmin é substituído pelo do prefeito paulistano João Doria, que disputava a indicação tucana, o desempenho é semelhante. As intenções de voto em branco e nulo chegam a 12%. Ele ampliou em quatro pontos percentuais sua vantagem, em relação à pesquisa feita no fim de setembro, no confronto com Alckmin (52% a 30%), Marina (48% a 35%) e Bolsonaro (51% a 33%). Com a opção de uma candidatura de Joaquim Barbosa, mas sem Marina Silva na disputa, Lula alcança 37%. Nos demais segundos turnos pesquisados, Alckmin e Ciro Gomes empatam tecnicamente, com 35% e 33% dos votos respectivamente, e Marina vence Bolsonaro, com 46% contra 32% dos votos. Em terceiro lugar aparece a ex-senadora Marina Silva (Rede), com 9%. Um possível substituto para Lula - que corre o risco de virar ficha suja nas próximas eleições por causa dos seus problemas com a Justiça -, o ex-prefeito Fernando Haddad, alcançou apenas 3% nesse cenário.

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