Comércio, atividades imobiliárias e transportes ajudam serviços no PIB, diz IBGE

Eugenio Alvim
3 Dezembro, 2017

Além do efeito estatístico, isso também emite sinais mais auspiciosos para o crescimento da economia no próximo ano, para o qual prevemos avanço de 3,2%, acima da mediana de mercado - afirmou o economista Rodolfo Margato, do Santander. Em um ano, 1,2 milhão de pessoas passaram a trabalhar sem carteira de trabalho. As Indústrias de transformação apresentaram crescimento de 2,4%. Já a Capital Economics ressalta que, apesar de sua previsão de crescimento do PIB de 1% ter parecido ambiciosa, ela só exigirá um crescimento de 0,7% em relação ao trimestre anterior no quatro trimestre.

Dentre as atividades da Indústria, apenas Construção (-6,1%) acumula queda. A MB Associados, por sua vez, aumentou sua estimativa de 0,9% para 1%.

INE confirma crescimento de 2,5% no terceiro trimestre

Na análise da demanda interna, considerando o resultado acumulado do ano até setembro de 2017, destaca-se a queda de 3,6% da Formação Bruta de Capital Fixo. A despesa de consumo das famílias variou positivamente em 0,4%, em oposição à despesa de consumo do governo, com recuo de 0,6%. O resultado do Valor Adicionado neste tipo de comparação decorreu dos desempenhos da agropecuária, com 11,6%, indústria, com -1,4% e serviços, com -0,8%. Já no âmbito do setor externo, as Exportações de Bens e Serviços (1,1%) e as Importações de Bens e Serviços (2,7%) cresceram. De acordo com a pesquisa, a participação se manteve estável na comparação com o trimestre encerrado em julho. Antes, a retração do PIB no período tinha sido de 8,6%. A taxa de poupança foi de 15,2% no terceiro trimestre de 2017 (ante 14,9% no mesmo período de 2016). Os dados atualizados mostraram que as altas no primeiro e segundo trimestres foi maior que o divulgado à época.

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quinta pelo IBGE, a taxa de desemprego de 12,2% registrada no Brasil no trimestre até outubro foi a menor desde o quarto trimestre de 2016. O IBGE revisou os números dos trimestres recentes e concluiu que a virada do consumo, na verdade, ocorreu no primeiro trimestre do ano.

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