Dengue: São Paulo não tem municípios em risco

Simao Alves
30 Novembro, 2017

Este ano, dos 181 municípios (98,36% do total) que realizaram o 3º Ciclo do LIRAa em novembro, oito estão em situação de risco, 4,41% da amostra. Isso significa que mais de 9% das casas visitadas nestas cidades continham larvas do mosquito.

Os números foram recebidos com certa surpresa pelos representantes do setor de saúde, já que os casos de dengue apresentaram queda em todo o País. "O foco do ministério é o combate ao mosquito como um todo", disse Barros.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destacou a importância de uma ação conjunta com estados e municípios para o desafio do combate ao Aedes.

As cidades piauienses em situações mais alarmantes, de acordo com a pesquisa divulgada, são: São Raimundo Nonato, Vera Mendes e Wall Ferraz.

Em 12 de junho deste ano, o governador Camilo Santana lançou as Ações Estratégicas de Combate ao mosquito Aedes aegypti. Em Alagoas, 69 municípios foram analisados com apenas 33% delas tendo resultados satisfatórios e mais de 50% em estado de alerta, além dos outros 10% tendo risco de surto das doenças provocadas pelo Aedes aegypti.

Em relação às capitais, estão em situação satisfatória Macapá, Fortaleza, Goiânia, Belo Horizonte, João Pessoa, Teresina, Curitiba, Rio de Janeiro e Palmas.

Segundo o ministério, entre as capitais que não informaram os dados constam: Belém (PA), Boa Vista (RR), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Brasília (DF) e Rio Branco (AC).

O Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti (LIRAa) é um método amostral que tem como objetivo principal a obtenção de indicadores entomológicos de maneira rápida.

O mapeamento dos casos de infecções causadas pelo mosquito Aedes aegypti deve ser informado ao governo federal por todos os municípios.

CRIADOUROS - A metodologia permite identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada município, além de revelar quais os principais tipos de criadouros, por região.

O alerta foi ligado em Minas Gerais por causa da dengue, zika e chikungunya. Na região Sudeste predominou os depósitos móveis, caracterizados por vasos/frascos com água e pratos. "Faça sua parte e converse com seu vizinho".

A campanha será veiculada na televisão, rádio, internet, redes sociais, OOH (Out of Home) e DOOH (Digital Out of Home), em território nacional e, com mais frequência, em regiões com maior incidência de Zika, Dengue ou Chikungunya, com peças com abordagem geral sobre o tema e outras segmentadas para cada doença. Seguido pela redução de 47% nos casos de dengue, que Estado registrou, no ano passado, 14.014. Já dengue com sinais de alarme passou de 8.875 em 2016 para 2.209 em 2017, apresentando uma redução 75% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em situação de alerta estão os municípios com IIP entre 1% e 3,9%, média infestação, e, em situação satisfatória, os municípios com IIP abaixo de 1%.

Neste ano, o país registrou 184,4 mil casos prováveis de febre chikungunya. Houve dois registros de chikungunya e não foi registrado nenhum caso de zika no período.

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