Brasil tem 12,7 milhões de desempregados maior número desde 2012

Simao Alves
30 Novembro, 2017

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE, também apontou diferenças salariais entre homens e mulheres. Naquele ano, o salário mínimo era de R$ 880. No ano passado, elas receberam, em média, R$ 1.836, o que equivale a 22,9% menos do que os homens (R$ 2.380). Tem aumentado o contingente de trabalhadores por conta própria (pequenos empresários sem funcionários ou pessoas jurídicas que prestam serviços para empresas) e empregados sem carteira assinada. Outros 326 mil indivíduos aderiram ao trabalho por conta própria. Se considerados os 5% brasileiros com menores salários, a renda média era de míseros R$ 73 mensais.

O fator que aumenta esse valor médio é, geralmente, a renda média do 1% com os maiores rendimentos. Os 10% mais ricos do país concentram 43,4% dos rendimentos.

Já o trabalho entre os adolescentes de 14 a 17 anos foi proporcionalmente maior na região Sul, representando 16,6% da população desse grupo de idade na região. A renda média mensal per capita dos 5% brasileiros com menor poder aquisitivo era de R$ 47,00 em 2016. Já as regiões Centro-Oeste (R$ 21,8 bilhões) e Norte (R$ 13,4 bilhões) produziram, respectivamente, 16,4% e 10,1% do Sudeste.

Quando considerados os dados de renda per capita de todas as fontes, e não apenas o rendimento do trabalho - nesse cálculo, a renda disponível é dividida por todos os moradores do domicílio, incluindo os que não trabalham -, a situação é ainda mais grave. "Assim, o trabalho infantil das pessoas de 5 a 13 anos de idade, que se pretende abolir, ainda que não gere ganhos individuais e imediatos para as crianças, se explica pelos ganhos aferidos pela família", analisa o instituto.

Na direção oposta, a indústria criou 290 mil vagas no período de um ano, uma alta de 2,5% no total de ocupados no setor no trimestre encerrado em outubro ante o mesmo trimestre de 2016, segundo o IBGE. Entre as regiões do País, segundo o IBGE, o Gini atingiu o pior resultado no Nordeste (0,545) e o melhor no Sul (0,465).

O chamado índice de Gini, que mede numa escala de zero a 1 a desigualdade (quanto mais perto de zero, menor o contraste social) registrou 0,525 na média nacional.

Para a gerente da pesquisa, Maria Lúcia Vieira, o levantamento enfatiza a necessidade do Brasil combater as desigualdades sociais e econômicas a fim de alavancar seu desenvolvimento.

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