OCDE alerta para riscos de endividamento ao crescimento mundial

Eugenio Alvim
29 Novembro, 2017

De acordo com o mesmo relatório, a economia do país deve expandir ainda mais nos anos seguintes: 1,9% em 2018 e 2,3% em 2019.

"Inicialmente impulsionada pela agricultura, a recuperação agora parece cada vez mais ampla", avaliou a OCDE.

"As coisas estão realmente melhor agora, mas a menos que venhamos a assistir a uma actividade robusta no sector privado, que gere salários reais mais elevados, não vamos manter este ritmo de crescimento", alertou a economista-chefe da OCDE, Catherine Mann, à Reuters.

Para a OCDE, a implementação de uma reforma da Previdência é crucial para que o ajuste fiscal brasileiro seja bem-sucedido.

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) confirmou, nesta terça-feira (28), a continuação, durante 2018, da recuperação econômica que começou neste ano, mas alerta para os riscos de um elevado endividamento das empresas.

Para 2018, a previsão é de aumento da riqueza em Portugal de 2,3 por cento, enquanto nos países do Euro será de 2,1. Durante o ano de 2017, a aceleração encontra as suas razões nas "reformas estruturais anteriores" e na "força da procura privada", afirma o relatório, que vê, tanto ao nível das famílias como das empresas disponibilidade para continuar a consumir e a investir.

Assim, em 2017, Portugal deve crescer 2,6 por cento, acima da média da Zona euro, que fica em 2,4.

Já quanto às contas públicas, aponta para números próximos dos previstos pelo Executivo, com um défice de 1,5% em 2017, de 1% em 2018 e de apenas 0,3% em 2019. No entanto, a agência prevê um leve declínio na economia alemã em 2018 (2,3%).

No que diz respeito às economias asiáticas, a OCDE reviu em baixa as projecções para o Japão (PIB cresce 1,5% este ano e 1,2% em 2018) e manteve as estimativas para a China (PIB cresce 6,8% este ano e 6,6% em 2018).

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