Mugabe vai ter imunidade e poderá ficar no país

Evaristo Furtado
24 Ноября, 2017

Antigo combatente contra o colonialismo e o governo da minoria branca que dominou a Rodésia do Sul até 1979, Emmerson Mnangagwa esteve ligado aos serviços de segurança e foi vice-presidente do Zimbabwe até ser demitido, a 6 de Novembro, pelo então chefe de Estado, Robert Mugabe, que o acusou de "deslealdade e falta de respeito", segundo revelou o ministro da Informação, Simon Khaya Moyo.

No entanto, a constituição também determina que com o cargo de presidência vago, um dos dois vice-presidentes do país automaticamente assumiria o poder.

A seguir à tomada do poder pelos militares, foi a vez do partido no poder, o ZANU-PF, de pressionar a situação ao demiti-lo da presidência.

Simon Khaya Moyo confirmou que o Presidente demissionário garantiu imunidade e não será perseguido judicialmente pelos muitos crimes que lhe são imputados. O comentador da Al-Jazeera chama-lhe uma "oligarquia militar, neopatrimonial, personalizada com o papel principal de manter Robert Mugabe e o ZANU-PF no poder". Cerca de 20.000 pessoas terão sido assassinadas.

O ex-presidente do Zimbábue Robert Mugabe recebeu imunidade de processos e a garantia de que sua segurança será preservada em sua residência no interior do país, como parte de um acordo que levou à sua renúncia após quase quatro décadas no poder, disseram fontes de seu partido. A vontade do povo irá sempre ser prevalecer - disse Mnangagwa.

Só na noite desta terça-feira é que Mugabe acabou por se demitir na sequência de intensa pressão de vários setores nacionais e internacionais.

Matuke afirmou que Mugabe, que se encontra em Harare com a mulher, Grace, "está seguro, a sua família está segura e a sua condição de herói do país está assegurada".

O Guardian cita também fontes próximas às negociações, que dizem que Mugabe se recusou a deixar o Zimbabwe, afirmando que queria morrer no país.

Ao regressar ao país, esta quarta-feira, Mnangagwa foi acolhido em festa. "Tornou-se, por isso, necessário garantir também a sua segurança", explica.

O MDC-T apelou ainda a eleições "livres e justas" monitorizadas pelas Nações Unidas e apelou aos cidadãos do Zimbabué para votarem.

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