Hackers roubaram dados de 57 milhões de pessoas — Uber

Eugenio Paiva
23 Novembro, 2017

A Uber confirmou ter pago 100 mil dólares a hackers para apagarem os dados de 57 milhões de clientes e condutores. Um ataque hacker atingiu cerca de 57 milhões de usuários, entre passageiros e motoristas, segundo informações da Bloomberg.

Baseado em uma investigação externa, o presidente executivo do Uber afirmou que informações sobre trajetos realizados, números de cartão de crédito, dados de contas bancárias e datas de nascimento dos usuários não foram roubadas pelos hackers.

Quem veio a público revelar esta informação foi o próprio CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, que referiu que a revelação do roubo deveria ter sido feita de imediato.

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Quando uma grande empresa é alvo de um ataque que leve ao roubo de dados, é de esperar que a mesma informe os utilizadores afetados para que sejam tomadas medidas apropriadas.

O Uber admitiu nesta terça-feira (21) que sabia do ataque e que omitiu esta informação por um ano.

Kalanick não quis comentar o caso.

De acordo com a agência "Bloomberg", a empresa demorou mais de um ano para comunicar o ataque cibernético. Um ex-procurador que tinha saído do Facebook em 2015 para se juntar à empresa de mobilidade.

Para chegar aos dados, os hackers primeiro acederam a um site de codificação privado usado por engenheiros de software da Uber, onde conseguiram obter dados de login para uma conta da Amazon Web Services que geria tarefas de computação da empresa. Khosrowshahi garantiu que os responsáveis foram identificados e que a empresa destruiu os dados obtidos ilegalmente. De posse dos dados, entraram em contato com a Uber exigindo um resgate em dinheiro - que a companhia acabou pagando.

"Na época do incidente, agimos imediatamente para garantir os dados e bloquear o acesso não autorizado", disse Dara Khosrowshahi.

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