Eleição antecipada seria melhor que governo de minoria na Alemanha

Evaristo Furtado
21 Ноября, 2017

Perante este cenário, o presidente alemão, Frank-Walter Steimeier, pediu hoje aos partidos políticos que voltem às negociações para formar um governo, afastando para já a possibilidade de convocar eleições antecipadas.

Em princípio, analistas traçam três possíveis situações: ou Merkel tenta governar com uma coligação minoritária (se unindo aos Verdes, apenas), ou tenta persuadir o SPD de Schulz para formar uma coligação majoritária e poder governar com mais efetividade, ou novas eleições podem ser convocadas. A saída dos liberais aponta um momento político delicado para Merkel, que pode acabar, até mesmo, em novas eleições.

Ainda segundo a Reuteres, ela afirmou à emissora ZDF que não vê razão para renunciar ao cargo de chanceler, depois do colapso das negociações entre os conservadores de seu partido (CDU-CSU), os liberais (FDP) e os ambientalistas, que não conseguiram formar um governo de coalizão.

"É melhor não governar do que governar mal", disse o líder liberal, Christian Lindner, que lembrou das divergências irreparáveis entre os partidos. "Os meus planos não incluem um governo minoritário".

Presidente alemão pede aos partidos que voltem às negociações

"Como chanceler, farei de tudo para garantir que esse país seja bem gerenciado nas próximas semanas".

"Estou pronta para servir por mais quatro anos", disse ela, afirmando que o fracasso da coalizão não é motivo para ela voltar atrás em sua promessa de servir como chanceler, e que é importante enviar um sinal de estabilidade.

"Espero que todos [os partidos] estejam disponíveis para o diálogo de forma a tornar possível, num prazo razoável, a formação de um governo", disse Steinmeier, depois de receber Merkel na presidência. Derrotado por Merkel, Martin Schultz concordou com a primeira-ministra e declarou que novas eleições são o caminho correto a seguir, pelo bem da Alemanha.

Contudo, assim como fez após a derrota no pleito parlamentar, o SPD informou que não pretende formar qualquer coalizão governista. "A preocupação na Europa seria grande se, justamente no país mais forte do ponto de vista econômico, as forças políticas não assumissem as suas próprias responsabilidades", acrescentou.

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