Planejamento: revisão de parâmetros adiciona R$ 4764 bi à previsão de receitas

Eugenio Alvim
19 Ноября, 2017

O governo anunciou nesta sexta-feira (17) o descontingenciamento de R$ 7,5 bilhões do Orçamento federal para ministérios e órgãos públicos. Dos R$ 7,5 bilhões, R$ 7,4 bilhões se destinam ao Poder Executivo, sendo R$ 593 milhões para o pagamento de emendas parlamentares impositivas individuais e de bancadas e R$ 6,8 bilhões para demais despesas de órgãos. Este segundo desbloqueio reduz esses recursos para R$ 24,6 bilhões. Outros R$ 94 milhões serão destinados aos Poderes Legislativo, Judiciário, Ministério Público da União (MPU) e Defensoria Pública da União (DPU).

Ainda de acordo com relatório apresentado, o governo registrou uma aumento de R$ 7,25 bilhões na receita primária total (recursos arrecadados) e uma redução R$ 2,539 bilhões nas despesas primárias.

De acordo com o jornal, do lado das receitas, o alívio fiscal deve vir de um reforço decorrente dos leilões de usinas da Cemig, cuja arrecadação ficou R$ 1,13 bilhão acima do esperado, e de petróleo e gás (fora do pré-sal), que surpreendeu positivamente em R$ 2,1 bilhões, além de mais R$ 3 bilhões em precatórios que o governo quer transferir para a União. Ao mesmo tempo, despesas como os pagamentos de seguro-desemprego e abono salarial totalizaram economia de R$ 2,1 bilhões, passando de R$ 60 bilhões, no 4º bimestre, para R$ 57,8 bilhões, no 5º bimestre. "Isso não vai fazer com que as pessoas parem de reclamar da falta de recurso".

Apesar do desbloqueio de recursos do Orçamento, o ministro manteve a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,5% para 2017. Em relação ao IPCA acumulado, a projeção caiu 3,5% para 3,2%.

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