Brasil registra 26,8 milhões de trabalhadores subutilizados no 3º tri — IBGE

Eugenio Paiva
18 Ноября, 2017

Entre os brancos, o desemprego atingiu 5,8% da população no terceiro trimestre, enquanto entre os pretos a taxa foi de 9,8% e entre negros, de 11,5%.

O levantamento apontou ainda que, neste período, o rendimento de trabalhadores brancos foi equivalente a R$ 2.757 enquanto o de trabalhadores pretos e pardos foi de R$ 1.531. Os pretos e pardos são também maioria, 65,8%, entre os trabalhadores subutilizados, ou seja, aqueles que possuem jornadas de trabalho inferiores a 40 horas semanais, mas gostariam de trabalhar mais. No trimestre anterior, o índice foi de 18,6% e, no mesmo período de 2016, de 16,5%. Dos 13 milhões de desempregados no país, 8,3 milhões (63,7%) eram pretos ou pardos.

No Estado, o desemprego entre brancos ficou estável no paralelo com o ano passado e caiu 13,5% em relação ao segundo trimestre.

Ainda no confronto com o segundo trimestre de 2017, houve retração desse indicador nas regiões Sul (de 8,4% para 7,9%), Centro-Oeste (de 10,6% para 9,7%) e Nordeste (15,8% para 14,8%).

De acordo com o IBGE, no terceiro trimestre apenas Santa Catarina, Rio, Goiás, Alagoas, Rio Grande do Norte, Ceará e Roraima tiveram redução do desemprego.

Ele lembrou que, dentre os pretos e pardos, "muitos não têm acesso a escola, educação, e isso tem consequências diversas", como a presença desta população em postos de trabalho que exigem pouca formação e em grupamentos de atividade com menor remuneração. A maior foi no quarto trimestre de 2016, quando o percentual chegou a 44,7%.

O resultado equivale a dizer que faltava trabalho para 26,8 milhões de pessoas no País no terceiro trimestre.

No Brasil, no terceiro trimestre de 2017, 38,2% das pessoas em idade de trabalhar foram classificadas como fora da força de trabalho (64,5 milhões), ou seja, aquelas que não estavam ocupadas nem desocupadas na semana de referência da pesquisa.

Na passagem do terceiro trimestre de 2016 para o terceiro trimestre deste ano, a população ocupada de São Paulo cresceu 2,5%, ou 529 mil pessoas.

Já entre os empregadores, somente 33% são pretos ou pardos.

O percentual de trabalhadores com carteira assinada é maior entre brancos. Já o Nordeste apresentou o menor nível da ocupação, com 46,6%. "Importante destacar que esta configuração não se alterou significativamente ao longo da série histórica disponível", diz o instituto.

Pretos e partidos são maioria da população de 14 anos ou mais (55%) e entre os trabalhadores ocupados (53%).

Na mesma base comparativa, o IBGE destacou os pardos como a maioria na população fora da força, com 48%.

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