Mulheres protestam contra PEC que quer criminalizar o aborto legal

Simao Alves
14 Ноября, 2017

"É pela vida das mulheres".

Na última quarta-feira, 8, a comissão especial da Câmara dos Deputados, criada para discutir a ampliação da licença-maternidade para mães de bebês prematuros, incluiu na proposta o conceito de proteção à vida "desde a concepção", ou seja, do momento em que o óvulo é fecundado pelo espermatozoide.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 181, que trata da proibição de interrupção de gravidez frutos de estupro e de comprovação de fetos anencéfalos, levou dezenas de mulheres alagoanas ao centro de Maceió na tarde desta segunda-feira, 13, em vigília. A manifestação chegou a fechar a avenida Afonso Pena por volta das 19h, seguindo na sequência em marcha pela região central da cidade. O ato foi uma mobilização nacional ocorrida em várias cidades do país, como Rio de Janeiro e São Paulo. Porém, membros da bancada religiosa introduziram a questão do aborto nesse projeto. Atualmente, a legislação brasileira considera legal o aborto em três situações: em caso de gravidez provocada por estupro, quando há risco de vida para a mãe e em caso de feto com anencefalia. De acordo com ela, é importante que as mulheres ocupem as ruas. "Então é tempo de retrocesso, mas é também de potencializar e reafirmar o nosso lugar na rua", destacou Talíria Petrone (Psol), também vereadora em Niterói. Enquanto nós estamos lutando pela legalização irrestrita do aborto, entendendo enquanto debate de saúde pública, temos um Congresso e um Senado que quer impedir que mulheres vítimas de violência sexual possam interromper uma gestação", disse Talíria Petrone, acrescentando: "Hoje, já é difícil a mulher ter garantido o aborto em casos legais, pouquíssimas unidades de saúde garantem esse direito.

O movimento feminista apelidou a manobra de "Cavalo de Troia", em referência ao cavalo de madeira que se tornou símbolo da vitória dos gregos sobre troianos na Guerra de Troia.

Os deputados da comissão devem analisar, no próximo dia 21, sete destaques que podem alterar o conteúdo da proposta.

Famosas. Muitas mulheres famosas usaram suas redes sociais para apoiar publicamente o ato marcado para esta segunda-feira (13), entre elas as atrizes Camila Pitanga, Letícia Sabatella e Bruna Linzmeyer, além da roteirista Antonia Pellegrino.

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