Inflação é menor para famílias que ganham menos: 1,62%

Eugenio Alvim
13 Ноября, 2017

No cenário nacional, a inflação do mês de outubro ficou em 0,42%, acima do resultado de setembro. Essa previsão variava de 0,40% a 0,54% de aumento.

Em 12 meses até outubro, a inflação está em 2,70%, acima dos 2,54% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Foi o maior índice desde agosto de 2016. Os analistas consultados pelo Valor Data projetavam, na média, essa taxa em 2,76%.

No entanto, a taxa acumulada no ano de 2017, de 2,21%, é a mais baixa para o período de janeiro a outubro desde 1998, quando ficou em 1,44%.

Em outubro a inflação foi de 0,42% enquanto no mesmo mês do ano passado a subida foi 0,26%.

Os preços da energia elétrica pressionaram em outubro e a inflação oficial do Brasil atingiu o maior nível em pouco mais de um ano, mas o avanço foi um pouco aquém do esperado e não prejudica a trajetória de corte dos juros básicos pelo Banco Central a mínimas históricas. O número apresenta um crescimento na comparação com o mês de setembro, quando foi registrado 0,16%.

Os outros dois grupos que apresentaram que apresentaram elevação em outubro foram o de vestuário e o de saúde e cuidados pessoais. O levantamento foi feito entre os dias 28 de setembro e 30 de outubro. Os preços relativos a alimentos e bebidas (-0,05%) e a artigos de residência (-0,39%) tiveram redução de preços, de acordo com o IBGE. Em setembro, ela havia sido de 0,41 por cento.

Cinco das 13 localidades pesquisadas pelo IBGE apresentaram inflação acima da média nacional em outubro.

No caso da alimentação, que corresponde à maior parte das despesas das famílias, a queda foi causada pelos menores preços do feijão-mulatinho (-18,41%), alho (-7,69%), feijão-carioca (-3,29%), açúcar cristal (-3,05%), leite longa vida (-2,99%) e o arroz (-1,14%). Os combustíveis também contribuíram com alta de 7,75%, com destaque para a gasolina, em média 7,87% mais cara.

Vitória foi a única região metropolitana analisada que registrou queda de preços no mês, com deflação de 0,10%.

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