Consultas e cirurgias em risco com greve

Simao Alves
9 Ноября, 2017

Segundo Mário Jorge Neves, os próximos passos do processo reivindicativo dos médicos vai ser definido ainda esta quarta-feira, numa reunião entre os promotores da greve que irão ainda fazer um balanço do protesto.

A greve nacional dos médicos que hoje decorre deverá afetar sobretudo as consultas e cirurgias programadas, disse ao CM o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Jorge Roque da Cunha.

Os sindicatos realizaram, até ao início da tarde, dois balanços desta paralisação, indicando uma "forte adesão", a qual expressa o "descontentamento" destes profissionais.

No Centro Hospitalar Barreiro Montijo, o bloco operatório está fechado e existem várias especialidades com serviços mínimos.

Os médicos, do norte a sul do país, estão em greve desde a meia noite desta quarta-feira. Também várias Unidades de Saúde Familiar (USF) apresentam níveis de adesão na ordem dos 100%, segundo dados sindicais.

Segundo a também médica, "só três médicos fizeram greve" no serviço de consultas externas do hospital de Beja, o que provocou o adiamento de algumas consultas.

Em Guimarães, segundo Hugo Cadavez, do Sindicato Independente dos Médicos, a adesão à greve no Hospital Senhora da Oliveira ronda os 90 por cento no bloco operatório e 95 por cento nas consultas externas.

Os números divulgados pelo SIM não incluem dados sobre a adesão à greve nos centros de saúde.

A adesão à greve nacional dos médicos situa-se entre os 75% a 80% na região Centro, quer nos hospitais quer nos centros de saúde, segundo dirigentes dos sindicatos que convocaram a greve para hoje.

São 25 as reivindicações que os médicos querem ver cumpridas e destas destacamos a diminuição do trabalho suplementar nas urgências de 200 para 150 horas anuais, turnos de urgência de 12 horas, em vez de 18 e listas de doentes mais pequenas, descendo dos atuais 1900 para 1550.

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