CNT: 97% das rodovias estaduais são ruins ou péssimas

Simao Alves
8 Ноября, 2017

Considerando os aspectos observados - sinalização, qualidade do pavimento (como o asfalto) e geometria das pistas -, as rodovias federais apresentam melhores condições que as estaduais.

Em relação à qualidade do pavimento, a pesquisa indica que metade apresenta qualidade regular, ruim ou péssima. Em 2016, o percentual era de 48,3%.

O levantamento realizado pela CNT avaliou 105.814 km de rodovias.

Santa Catarina ainda tem um destaque negativo no ranking geral dos trechos avaliados: a BR-282, entre Florianópolis e Lages, é considerada a 10ª pior ligação rodoviária da pesquisa. Juntando todos os tipos, o grupo qualificado como regular, ruim ou péssimo atingiu 61,8% neste ano - contra 58,2% no ano passado. Já a via com melhor avaliação é o trecho concessionado que fica entre a capital paulista e Limeira (SP), classificado como "ótimo".

"Vale destacar que, entre 2007 e 2017, o número de veículos que passam por essas rodovias praticamente dobrou, saltando de 46 milhões para 95 milhões de carros", comentou o diretor executivo da CNT, Bruno Batista.

O estudo aponta que nos 1.300 km de rodovias federais analisados na Paraíba, 20% está ótimo, 54,4% bom, 25,2% regular e 0,2% ruim.

O estado de conservação das rodovias brasileiras piorou em 2017 se comparado com o ano anterior.

A CNT também pontuou que o investimento feito nas rodovias interfere diretamente em sua qualidade. Em 2011, o governo injetou R$ 11,2 bilhões nas estradas, volume que caiu para R$ 8,61 bilhões em 2008 e que, neste ano, entre janeiro e junho, chegou a apenas R$ 3,01 bilhões. Segundo dados da CNT, 37,3% das estradas foram consideradas "regulares", enquanto apenas 1,2% são classificadas como "péssimas".

Nesse total, percorreu-se toda a extensão pavimentada das rodovias federais e das principais rodovias estaduais do Brasil.

As três vias na capital do país consideradas como "regular" são: DF 095 (Via Estrutural ou Estrada Parque Ceilândia), DF-130 (de acesso a Planaltina de Goiás) e DF-250/BR-479 (de acesso ao Paranoá).

A pesquisa também traz um levantamento detalhado de como é a situação de cada rodovia. A melhor, segundo a Confederação, é a BR-070, que liga o DF a Águas Lindas (GO).

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