Médicos da Zona Sul e regiões autónomas em greve

Simao Alves
26 Октября, 2017

No Hospital de Santa Maria, em Lisboa, dos "25 blocos, só três estão a funcionar" e no São José, dos seis, estão três a funcionar, adiantava Guida da Ponte. "A greve dos médicos é dos últimos recursos e os números são muito próximos dos 80% a nível hospitalar e entre os 75% e os 80% a nível dos cuidados de saúde primários", disse o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos, Jorge Roque da Cunha, em conferência de imprensa.

Blocos operatórios fechados e cirurgias e consultas adiadas em hospitais e centros de saúde foram os efeitos da greve de ontem dos médicos no Alentejo.

Os médicos da região Sul e das Regiões Autónomas estiveram ontem em greve, num dia de paralisação regional, que já decorreu no norte e que antecede um dia de greve nacional, prevista para 8 de Novembro.

Em comunicado, o sindicato recorda que, "historicamente, como sindicato médico independente que é, o SIM não adere às greves convocadas pelos sindicatos da função pública e centrais sindicais".

O objectivo da greve é "acordar o ministro da Saúde" para a necessidade de chegar a um acordo.

"A presente situação de impasse negocial em inúmeras matérias laborais específicas da carreira médica e a persistência na discriminação negativa dos médicos do Serviço Nacional da Saúde (SNS) no descongelamento da progressão nas carreiras com incidência remuneratória, leva-nos a apelar a todos os médicos, sindicalizados ou não", a aderirem à greve marcada para dia 27.

A Lusa contactou os conselhos de administração do hospital de Évora e das unidades locais de saúde do Baixo Alentejo, do Norte Alentejano e do Litoral Alentejo, os quais, através de fontes oficiais, remeteram a prestação de dados sobre a adesão à greve para o Ministério da Saúde.

A greve de hoje foi convocada pelos dois sindicatos face à ausência de resposta do Governo às propostas, que se prendem com redução de horas extraordinárias anuais obrigatórias (matéria em que houve acordo), as chamadas horas de qualidade (durante a noite), redução do trabalho de urgência (de 18 para 12 horas semanais) e redução da lista de utentes por médico de família (dos atuais 1.900 para 1.550).

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