Austrália condena último teste de míssil da Coreia do Norte

Valeria Vaz
17 Setembro, 2017

O míssil sobrevoou a ilha pouco depois das 7h00 locais (23h00 de quinta-feira, em Lisboa).

O exercício aconteceu na véspera, em Taean, cerca de 150 quilômetros de Seul.

"É um alcance que permite atingir Guam", afirmou o ministro japonês Itsunori Onodera. Militares sul-coreanos e dos EUA estão analisando detalhes do lançamento, o 15º do tipo este ano e o primeiro após o teste nuclear no início deste mês. "As quatro ilhas do arquipélago devem ser afundadas no mar por uma bomba nuclear da Juche".

O Ministério norte-coreano das Relações Exteriores disse que as resoluções são uma "odiosa provocação" destinada a violar seu direito legítimo de autodefesa e tem como objetivo "sufocar completamente seu Estado e população por meio de um bloqueio econômico de escala total".

Para a vizinha Coreia do Sul as palavras também foram em tom de ameaça, declarando que será varrida coletivamente com tiros intensivos. O governo japonês emitiu ordens para os habitantes do norte do país se recolherem às suas casas.

Pyongyang/Washington O governo do Japão informou, ontem, que um míssil foi lançado da Coreia do Norte e passou sobre o território japonês.

"O disparo do míssil da Coreia do Norte é uma nova violação das resoluções das Nações Unidas" que impedem a Coreia do Norte de aperfeiçoar armamento, escreveu Stoltenberg numa mensagem difundida pela rede social Twitter.

O Comitê norte-coreano para a Paz da Ásia-Pacífico, que lida com assuntos externos de Pyongyang, também defendeu o desmantelamento do Conselho de Segurança e o descreveu como "ferramenta do mal", segundo comunicado divulgado pela agência norte-coreana KCNA. Os lançamentos têm sido criticados até pelos únicos aliados da Coreia do Norte, a China, por conta da intensidade e da quantidade de testes.

"Isto é outro ato perigoso, imprudente e criminoso por parte do regime da Coreia do Norte que ameaça a estabilidade da região e do mundo e que condenamos totalmente", afirmou Malcolm Turnbull ao canal Sky News da televisão por cabo da Austrália.

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