Grupo de Geddel, Cunha e Temer movimentou R$ 170 milhões em propinas

Valeria Vaz
16 Setembro, 2017

Na acusação contra o PMDB da Câmara, o procurador-geral cita Funaro ao afirmar que o esquema no banco continuou mesmo após a saída de Geddel da Vice-Presidência da Caixa.

Segundo o Estadão, Funaro conta no anexo intitulado "Intermediação de Pagamentos de Propinas para Interpostos do Presidente" que os valores "eram para Michel Temer", que estava enviando "parte do dinheiro arrecadado para Geddel".

Então vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB) tramou "diariamente" a queda da então presidente Dilma Rousseff (PT) ao lado do ex-presidente da Câmara, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), segundo delação premiada do doleiro Lúcio Funaro.

A informação, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, está em um dos anexos da delação de Funaro, já homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Por meio de sua assessoria, o presidente Temer disse que "jamais aconteceu tal telefonema". Yunes disse não ter visto essa pessoa. O doleiro revelou ainda que Temer teria recebido dois repasses: um de R$ 1,5 milhão, do grupo Bertin, e outro de R$ 7 milhões, originados da JBS.

O corretor Lúcio Funaro confessou, em delação premiada, ser o "grande arrecadador de propina do PMDB" e alegou ter conhecimento de que Michel Temer tem "operadores em diversas áreas". Ele acrescentou, no entanto, no depoimento vazado nesta sexta-feira para a mídia conservadora, que era informado por Cunha sobre as divisões da propina.

Segundo o comunicado, Padilha só conheceu Mariz no final de maio deste ano. Segundo o delator, Geddel afirmou que a notícia havia chegado no Palácio do Planalto.

Na petição em que pediu a abertura do inquérito para averiguar o episódio, Janot afirmou que o valor de R$ 4 milhões foi "solicitado por Moreira Franco, mas recebido por Eliseu Padilha".

Funaro confirmou ainda, em sua colaboração, que Joesley Batista, dono da JBS, lhe prometeu R$ 100 milhões em troca do seu silêncio.

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