Papa canonizará em Fátima crianças que presenciaram aparição da Virgem Maria

Rafael Roque
22 Abril, 2017

A canonização coincide com o centenário das aparições da Virgem Maria, que os dois pequenos pastores e sua prima Lucia dos Santos afirmaram ter visto pela primeira vez em 13 de maio de 1917.

Em 1917, Jacinta Marto, sétima e última filha de Manuel Pedro Marto e de Olímpia de Jesus, tinha 7 anos (nasceu em 11 de março de 1910) e o irmão (Francisco), penúltimo filho do casal, 8 anos (11 de junho de 1908), refere a página eletrónica do Santuário de Fátima, a propósito das suas biografias.

"Carlos Cabecinhas explica também que é será um momento "muito especial", porque a canonização dos dois mais jovens videntes de Fátima vem coroar a grande celebração do Centenário das Aparições".

Esta criança estava na casa do avô, brincando com a irmãzinha, quando caiu por acidente de uma janela de cerca sete metros de altura, sofrendo um grave traumatismo crânio-encefálico, com a perda de material cerebral.

Será o culminar de um processo com 67 anos.

A decisão do papa de canonizar os beatos Francisco e Jacinta Marto em Fátima no próximo dia 13 de maio foi acolhida com enorme alegria em Portugal. Francisco e Jacinta são canonizados na celebração do Centenários das Aparições, a 13 de Maio, no Santuário de Fátima, aquando da visita do Papa Francisco.

A cerimônia de canonização presidida por Francisco, esperado em Fátima em 12 de maio para uma viagem de menos de 24 horas, vai acontecer apenas 17 anos após a beatificação dos dois pastorezinhos por João Paulo II. O milagre é reconhecido pela Igreja Católica.

Com esta peregrinação, os bispos pretendem também retribuir e "agradecer a visita que a Imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima fez ao Porto", entre 10 de abril e 01 de maio de 2016.

Ainda hoje, parte do mundo católico português duvida da autenticidade das aparições. "É evidente que Nossa Senhora não apareceu em Fátima", declarou o padre Anselmo Borges, preferindo evocar uma "experiência religiosa interior" dos pastorzinhos. Ele foi revelado em 1944 ao papa Pio XII com a recomendação de não torná-lo público antes de 1960.

Em 1950, o então bispo de Leiria, José Alves Correia da Silva, recebeu "licença, da Sagrada Congregação dos Ritos, para organizar o Processo Diocesano sobre a fama de santidade, virtudes e milagres" dos dois pastorinhos, cuja "heroicidade das virtudes" foi reconhecida por João Paulo II, que lhes concedeu o título de 'veneráveis' em 13 de maio de 1989.

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